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ARTIGOS...SEMPRE COM TEMAS INTERESSANTES RELACIONADOS AO ESPORTE...

Título: A importância da hidratação antes, durante e após o treinamento de judô
Autor: Carolina Pereira Mattos (Graduando da UFRJ – 7º Período)
Email: Mattoscarol@universia.com.br


È sabido que a pratica de atividades físicas é importante para uma boa saúde e melhora na qualidade de vida. Sua prática regular pode trazer muitos benefícios, como por exemplo, aumento do gasto energético, maior coordenação motora, melhora na capacidade cardiorrespiratória, diminuição do estresse, redução do risco de doença (obesidade, hipertensão, diabetes).
A água perfaz de 40 a 60% da massa corporal de um individuo e constitui de 60 a 75% do peso dos músculos e aproximadamente 50% do peso da gordura. Conseqüentemente, as diferenças na água corporal total entre os indivíduos são devidas essencialmente a variações na composição corporal. (McArdle 2000).
Para um bom desempenho, um ótimo funcionamento cardiovascular e uma regulação térmica do corpo durante as competições é importante que o atleta mantenha uma boa hidratação. Grande quantidade de líquido é perdido durante a competição e que se o organismo não estiver bem hidratado, dentre inúmeras complicações, pode ocorrer uma dissipação insuficiente de calor, ocasionando uma queda no desempenho físico e sensação de mal-estar e a desidratação.
Dentre diversas modalidades esportivas, o judô pode ser citado como a que tem grande perda hídrica, e essa perda hídrica pode ser enfatizada principalmente pelo seu tipo de vestimenta, que não permite uma boa regulação da temperatura (termorregulação).
È de grande importância que o atleta mantenha uma hidratação adequada antes da competição, pelos seguintes fatos:
- Aumento da sudorese, evitando significativamente grandes elevações da temperatura interna durante a competição, podendo chegar a uma hipertemia quando o atleta chega a uma temperatura central acima de 41ºC.
- Evitar um aumento da sobrecarga cardiovascular, conforme o indicado por uma elevação desproporcional da freqüência cardíaca durante a competição.
- Evitar a queda na performance durante a competição pelo fato de ser um esporte de resistência.
- Retarda o processo de fadiga.
Segundo o American College of Sports Medicine (2002), recomenda-se que os indivíduos devem consumir uma dieta nutricionalmente balanceada e ingerir líquidos adequados durante o período de 24 horas antes de um evento, especialmente durante o período que inclui a refeição que procede ao exercício, a fim de promover uma boa hidratação antes do exercício ou da competição.
Um atleta que mantem uma hidratação inadequada durante a pratica dos exercícios pode entrar em processo de hipohidratação, que pode ser definido como a perda de água e eletrólitos (sódio, cloro, potássio, magnésio) durante o exercício, predominantemente pelo suor, onde seus efeitos são muito mais notórios quando o exercício é praticado em ambientes quentes. O grau de sudorese varia de acordo com a quantidade de liquido ingerido, ambiente, intensidade do exercício, condições climáticas e vestuário.
Em relação a os eletrólitos também são conhecidos como sais minerais, um dos mais importantes e em maior quantidade no organismo é o sódio, que contribui na absorção dos líquidos pelo organismo e equilíbrio orgânico, que quando não reposto adequadamente pode vir a desencadear a hiponatremia que é a concentração baixa de sódio no sangue sendo mais freqüente em atividades que durem mais de 4 horas ou ingestão de grande quantidade de água sem adição de sódio.
È recomendável que atleta faça uso de bebidas isotônicas durante os treinos e eventos, com intuito de repor tudo aquilo que ele perde no suor durante a transpiração, essas bebidas apresentam concentração semelhante ao liquido fisiológico com uma pequena quantidade de carboidrato (glicose e/ou frutose) e que não sobrecarrega o aparelho digestivo e são assimiladas rapidamente pelo organismo, retardando a fadiga.
Se o atleta não manteve um bom nível de hidratação durante os exercícios, o ideal era após os exercícios, ele fazer uma hidratação com isotônicos para repor tudo aquilo que perdeu de eletrólitos, reabastecer o deposito de glicogênio muscular, evitar cãibras, minimizar a desidratação e estabilizar a volemia.
É importante que o atleta se habitue ao seu esquema de hidratação durante o período de treinamento e competição para evitar transtorno durante a competição.


Referencias bibliográfica:

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Position Stand on Exercise and Fluid Replacement. Medicine and Science in Sports and Exercise, Madison, v. 28, n. 1, p. i-vii, 1996.
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE; AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION; DIETITIANS OF CANADA. Joint statement position: Nutrition and athletic performance. Medicine and Science in Sports and Exercise, Madison, v. 32, n. 12, p. 2130-2145, 2000.
McARDLE, M.D; KATCH, F.I; KATCH, V.L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 3º ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2000.

Sites:
http://www.gssi.com.br/
http://www.copacabanarunners.net/hidra.html
http://www.copacabanarunners.net/isotonicos.html
http://www.nutrimais.com/nutri/esporte/hidrata.asp


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OVERTRAINING

A busca desenfreada pelo corpo perfeito, a habilidade pelo ganho de força, profissionalismo esportivo..., vem levando atletas, praticantes de atividades físicas e até mesmo modelos, a pratica de atividades físicas ultrapassando seus próprios limites, levando a um prejuízo a sua saúde.

Síndrome do overtraining ou supertreinamento pode ser caracterizado, pelo alto volume de treinamento, sem a devida recuperação, levando o organismo a um desequilíbrio fisiológico, refletindo na performance e rendimento nas atividades físicas, competições...
Devido à alta competitividade de alguns esportes é comum que se estabeleça uma alta carga de treinamento a fim de melhores resultados, que se não administrada corretamente pode levar atleta ao estado de fadiga crônica e esta conduz ao overtraining. É de grande importância que o técnico ou treinador estabeleça um treinamento de forma individualizada, e que o atleta siga corretamente este treinamento, respeitando seus limites. A pratica saudável de exercícios requer um respeito aos limites individuais (ACMS, 2000).

O overtraining não esta somente relacionada ao mau planejamento em termos de volume, intensidade e pausas de recuperação, mais sim também, podendo estar relacionada ao grande numero de competições, monotonia dos treinos, nutrição inadequada, falta de orientação, e ate mesmo fatores ambientais (umidade, altitude e temperatura). Como conseqüência, ocorrerá um comprometimento dos sistemas orgânicos.

É importante lembrar que o overtraining é de grande incidência em atletas de alto rendimento (exemplo no Judô, o atleta Medalista Olímpico Flavio Canto), mas não restrita a somente eles, mais nos dias de hoje, atletas amadores, freqüentadores de academia vem sofrido também com a síndrome, pelo fato de estar buscando incansavelmente pelo corpo perfeito ou melhores resultados em competições, sem nenhuma orientação profissional.

A grande dificuldade no momento é ainda diagnosticar o overtraining, tais dificuldades são as atribuídas ao desafio de diferenciar overreaching (estágio provisório de queda de performance) de overtraining (estado instalado de queda de performance) (Armstrog, 2001). Não foi estabelecido um critério exato, são utilizados diversos parâmetros para detectá-lo, dentre eles podemos destacar como principais os seguintes sintomas e sinais:
- Instabilidade emocional
- Náuseas
- Dores de cabeça
- Perda de coordenação
- Redução no desempenho
- Insônia
- Sede
- Perda de apetite
- Lesões musculares
- Desinteresse pelos treinos e competições
- Estresse físico e mental
- Ansiedade

É de grande importância que o atleta tenha uma orientação e acompanhamento profissional na hora de uma elaboração programação de exercício físico, afim de que se evite o overtraining. E estar atento a qualquer tipo de mudança ou sintomas, qualquer diferença, o atleta deve repousar semanas, a fim de recuperar tudo aquilo que foi danificado no organismo, atento a alimentação.



Bibliografia:
BOSQUET L. , LEGROS P. et al. 2001. Blood lactate response to overtraining in male endurance athletes. Eur J Appl Physiol 84(1-2):107-14;
ARRUDA, A (2002, 5 de setembro). Excesso de exercício desestabiliza o corpo. Folha de São Paulo, folha equilíbrio, p. 6-8.
-MCARDLE,W; KATCH,F;KATCH,V. Fisiologia do Exercício energia, nutrição e desempenho humano, Rio de Janeiro: Editora Guanabara koogan. 2000.
PEREIRA,B; SOUZA JR, T.P. Dimensões Biológicas do treinamento físico. São Paulo: Phorte Editora. 2002
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. ACSMs Guidelines for Exercise Testing and Prescription. Baltimore: Williams & Wilkins, 2000; p.368 - 6th.ed. BORG, G. - Perceived exertion: a note on history and methods. Med. Sci. Sports Exerc., 5(2): 90-93, 1973.

Sites:
http://www.3fitness.com/1fitness/overtraining.htm
http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=461
http://www.vaitman.com/tr/pt/?q=/build-muscle/34101.php
http://www.scf.unifesp.br/artigos/overtraining_carol.htm